Monday, December 31, 2007

Sem pausa, com náusea

Cansa um pouco tanta falação
as pessoas querem falar, falar, falar
contra isso, a favor daquilo
ninguém quererá o silêncio
como forma de expressão?

Por um final de ano observando,
de longe ou de perto
com o distanciamento necessário
e saudável para deixar sair

E eu, daqui, observo todo esse movimento
essa afetação
essa falta de bom senso
e quero ficar simplesmente
vivendo esse momento...

Saturday, October 06, 2007

Sobre o medo e a esperança

A esperança venceu o medo?

Curiosamente, os budistas consideram esperança e medo duas emoções indesejáveis, baseadas na auto-preservação (o medo) e na idéia equivocada de que a felicidade e o sofrimento vêm de fora, são causados por fatores externos, e que a gente pode “esperar” que as coisas se arranjem e nos façam felizes.

Soninha

Saturday, September 29, 2007

Admito que perdi

Admito que perdi...

Foi assim, como veio, foi, claro deixando ratros no "mundinho" da racionalidade.
Mas, a decisão foi tomada e não tem volta.
Ao mesmo tempo que me afeiçoei, me acostumei, totalmente emocional e criança,
não podia mais suportar a dor e a culpa de ter agido por impulso.
Isso foi mais forte e volto eu à minhas originais idéias de viver assim,
sem nada que me traga ou me leve, a não ser eu.

Fim. Ou o começo de uma nova e surpreendente história. Historinha comum de um brasileiro...

É isso.

Se você não suporta mais tanta realidade
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?

Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo

Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi

E agora vou me perder nesse planeta conhecido
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus

Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas... admito que perdi

[Moska]

Thursday, August 09, 2007

Ainda aqui para crer

Imbecil.

Tinha que cair nas garras deste mundo e deixar o fácil me levar
ao meu lado caminham e tentam fazer o meu caminho parecer ridículo
me puxam para lá, e eu deixo e, depois, tento tomar conta
dar conta do recado...
nas tentativas desfaço o contrato, me faço e destrato
acabo e revelo feiurinhas e mesmices
ondas, vivas surpresas enlouquecidamente desconexas

Saberia eu lidar com tudo isso se tivesse oitenta e poucos?
estaria prostado na cadeira fake de abusos ou carinhos em forma de ofensas
ignorante em vias de dizer facilmente o comum
lascivo torpe em brincadeirinhas bestas
será que não há espelho
dúvidas, espasmos, suspiros profundos o dia todo
como quem em 30 ainda não achou e pensa que nem vai

quem sabe eu esteja, ainda, aqui para ver?

Saturday, July 21, 2007

Sobre esperar e esperançar

Não entendo porque esse medo absurdo.
Você diz que não teme
Mas, o que pode ser a não ser dificuldade
em se impor
Ou medo do diálogo?

Quando tudo está tão na cara, porque não dizer
facilitaria, tenho certeza
melhoraria, ainda que correndo um certo risco
de um afastamento temporário

Porque se há palavras, há troca, há entedimento
e compreensão, porque não?

Mas, prefere fingir que finge bem
impor a mim uma ausência forjada
e se auto-impor castigo de estar
sempre perto, mas duplamente longe,
porque não verdadeiro nem lá nem cá

E eu, como fico?
Seria egoísmo ou vontade de aliviar para
mim e para você?
Pensou bem?

Eu fiz diferente, não quero atitudes iguais
mas gostaria de ver você ser você
e a mim, só me resta por hora, esperar...

E esperançar.


À noite sonhei contigo
[Paula Toller]

À noite sonhei contigo
E não tava dormindo
Justo ao contrario
Estava bem desperto

Sonhei que não fazia
O menor esforço
Para que te entregasses
Em ti já estava imerso


Que lindo que é sonhar
Sonhar não custa nada
Sonhar e nada mais
De olhos bem abertos
Que lindo que é sonhar
E não te custa nada mais que tempo


Sofrer com tanta angústia
Por coisas tão pequenas
Gastar essa energia
Assim não vale à pena

Quem me dera me livrar
Pra sempre de mim mesmo
E só me reencontrar
Lá no teu doce abismo

Thursday, July 19, 2007

Um dia você escreveu assim...

Não interessa o que pensem, não importa a ninguém o que passamos, pois com a dor aprendemos, amadurecemos e até descobrimos o que realmente queremos pra nossas vidas...Te admiro muito hoje, sempre e eternamente, do seu sempre amigo!!!


E eu, peixinho, fui pescado quase sem querer...

Friday, January 26, 2007

Coisa, logo eu, humano?

Efetuei mudanças doidas
Nada de significativo,
só alterei a configuração de coisas

Coisas, objetos, ali, logo aqui
Nada real, tudo virtual
Sem saber se haverá
realidades palpáveis
para cumprir formalidades
e não deixar o cotidiano levar as resmas
de substância material
que tanto mexem, alteram, invocam
emanam do mais profundamente psicológico
do humano coisa, paisagem, desejo
tudo vontade, saudade

Onde encontro o espaço para o encontro com o outro?
Estou tão repleto que não cabe
um naco de luz,
um facho que conduz,
ao sumo momento
Encatandor, encantamento
do olhar, da fala, dos gestos
da troca com trivial sabor

Aprendi a substituir e sinto falta
Quero o retorno do terno quase infantil
de tão intenso
Faço vistas ao pensamento triste
grossas à emoção vil
me apego ao que esvai
quase encontro, e só então percebo a distância
entre eu, a coisa e o ser cosificado em mim

Coisa, logo eu, humano?

Wednesday, November 29, 2006

Eu, por mim mesmo

Sou assim, há sim, claro, quem, quem quererá ser comigo tudo simples, simpático, sinérgico imã. Alguma palavra define quando tudo quer calar? Poros, peles, fluídos, corpos flexíveis, correntes, passando a ser ente pensante pensamento distante me vejo do alto e sei-sinto: haverá morte depois da vida? Mas...

Sou tanta coisa e, ao mesmo tempo, nada. Dependendo do momento, da situação, da ocasião, sou espontâneo, alegre, bem humorado. Outrora, melancólico e triste.

Para as pessoas, acredito que passe a idéia de um ser agitado, até meio doido, hehehe! Sim, sinto essa agitação. Por isso, procuro a calma, a paz, menos conflitos... Eles me levariam a um curto-circuito metal! Nem sempre consigo, é claro!

Pensando bem, gosto de conciliar. Muito atento a tudo a minha volta, tenho um "radarzinho" ligado, o que me faz muito curioso. Tento perceber como o outro está, às vezes coompreendo, outras, me interrogo ou fico chateado. Mas, penso mil vezes antes de incomodar alguém. Isso não quer dizer que não incomodo. Acho que sim, e muitas vezes... Muita gente não gosta de mim, isso é normal, não é? Muitas vezes nem eu gosto. Faz parte da tentativa de sempre me reinventar.

De resto, odeio rótulos, mas às vezes rotulo (sou humano); também não gosto de idéias preconcebidas, mas nem sempre consigo aprofundar tudo. Por isso, não se espante se eu parecer contraditório.

Mas, sou gente boa, de bom coração, que tem o ideal de justiça como um dos principais valores. E muito transparente. Por isso, transponho muros quando preciso dar uma leve "fingidinha", hehehe! Tenho preferido ouvir mais do que falar. Isso me permite um distanciamento necessário para chegar a conclusões um pouco menos rasas. Em função disso, às vezes, me acho no direito de ser franco e direto.

Prefiro o que é mais honesto, mais sensível, mais humano. Creio que jamais devemos perder a dimensão e noção de humanidade: animal pensante, racional e emocional. Dissociar, em qualquer situação e esfera da vida, é endurecer e perder a ternura.

Quando não é possível pensar ou levar a pensar, o caminho é provocar (com atitudes, não com palavras)!

Eis um pouquinho, uma partinha do que penso sobre mim... Mas, tudo isso é comum, não?

Saturday, October 07, 2006

O ano em que passamos juntos

Eu confesso. Fui fraco. E estou triste.
Meu lindo, fofo e carinhoso Zé foi-se nesta quinta.
E eu chorei muito.
Não há como explicar. Tenho muitos argumentos para justificar meu ato.
Mas, não quero. Não preciso. Já foi feito e não vou voltar atrás.
O que me tranqüiliza é que ele está em boa companhia.
Outros peludinhos e um novo dono cuidadoso.
Espero que viva feliz, bem e sempre.
E eu, estou aqui, sempre a lembrar deste ano importante que passamos juntos.

Saturday, September 30, 2006

Seu cabelo enrolava embaixo d'água

Incrível como tudo acontece
pra me mostar que
você é muito mais do que eu esperava

Momento mágico, especial, tudo novo em mim
configurações, substâncias, "loucurinhas"
reações e certezas súbitas

Érika mostra um caminho
uma vida esquisita e diferente
novos referenciais
um outro eu necessariamente nasce
e você está presente
paciente, compreensivo
carinhoso e jovem

mas tão certo em suas dúvidas
que as minhas ficam
em penhascos
prestes a ruir
e toda a complexidade
que sempre busquei e fugi
se encontra aqui, ali
em nós dois timida e urgente mente

Você, Érika e eu
Secador, maçã e lentes

pode ser que sim
pode ser que não
que tudo aconteça
como aconteceu com um amigo de um amigo meu

ele só tinha coragem de comer maçã
e só comia metade para emagrecer

ele não podia molhar porque
seu cabelo não era à prova d'água
toda vez que ele m olhava enrolava
sua lente fazia diferente
não podia abrir um olho embaixo d'água

e dessa forma ele vivia alegremente
secador, maçã e lentes

ê vida à tôa, êêêêêêêê ah!

Érika Machado - No cimento

Monday, September 11, 2006

Georg Büchner - Leonce e Lena

"O que as pessoas fazem por causa do tédio! Estudam pelo tédio rezam pelo tédio, apaixonam-se, casam-se, multiplicam-se pelo tédio e finalmente morrem de tédio e — aí está a graça — tudo isso com os rostos mais compenetrados, sem saber porquê e pensando que Deus sabe. Todos êsses heróis, êsses gênios, êsses tolos, êsses santos, êsses pecadores, êsses pais de família, no fundo nada mais são do que refinados ociosos. Por que logo eu teria de saber isso? Por que não posso tornar-me importante diante de mim mesmo, vestindo um fraque no pobre boneco, colocando-lhe um guarda-chuva no braço, para que êle se torne muito direito, muito útil, muito moralista? Por que logo eu teria de saber disso? Sou um miserável gozador. Por que não sou capaz de apresentar minha pilhéria com uma cara séria? Êsse homem que há pouco estava diante de mim: eu o invejo, eu gostaria de surrá-lo de inveja. Oh, se alguém alguma vez pudesse ser outro! Só um minuto."

trecho de Leonce e Lena - Georg Büchner

Elogio do vinho

Um amigo meu, homem superior, considera que a eternidade é uma manhã e 10 mil anos um simples pestanejar. O sol e a chuva são as janelas de sua casa. Os oito confins, suas avenidas. Caminha, ligeiro e sem destino, sem deixar rastro: o céu como teto, a terra como chão. Quando se detém, empunha uma garrafa e um copo; quando viaja, leva na cintura um cantil e uma vasilha. Seu único pensamento é O VINHO; nada mais, aquém ou além, o preocupa. Seu modo de vida chegou aos ouvidos de dois respeitáveis filantropos: um deles, um jovem nobre; o outro, um literato famoso. Foram até ele e com olhar furioso e ranger de dentes, agitando as mangas de seus trajes, reprovaram vivamente sua conduta. Falaram-lhe dos ritos e das leis, do método e do equilíbrio, e suas palavras zuniam como enxame de abelhas. Enquanto isso, o ouvinte apanhou uma vasilha e entornou-a num só trago. Depois sentou no chão, cofiou a barba e começou a beber aos goles até que, com a cabeça inclinada sobre o peito, caiu num estado de venturosa incosciência, interrompida apenas por relâmpagos de semilucidez. Seus ouvidos não teriam escutado a voz do trono; seus olhos não teriam notado um penhasco. Cessaram frio e calor, alegria e tristeza. Submergiu o seu pensar. Inclinado sobre o mundo, contemplava o tumulto dos seres e da natureza como algas flutuando nas águas de um rio. Quanto aos dois homens eminentes que discursavam ao seu lado, pareceram-lhe vespas tratando de converter um casulo de bicho-da-seda.

poeta e pensador chinês do século III d.C. Lieu Ling

Sunday, June 04, 2006

ou fora

O que percebo de tudo isso?
que tanta gente vem, que tanta gente vai
poucos significam... ou significam valores tão atuais
desse nosso tempo... e eu, que "mereço alguém especial"
nem sei mais quem sou em meio a tanta promessa
a tanta mentira
e tamanha solidão
me sinto assim, desse jeito triste
desse modo inqueito
tão eu, tão leonino, tão lua em gêmeos
que poderia estar em marte...
estou em marte. Vivo lá, aqui é marte e ninguém percebe
eu mesmo só me dou conta de vez em quando
e sofro, e porque não deveria?

sim, sou torto
digo tortuosidades
talvez nem eu me entenderia
depois de uma primeira impressão
mas, eis aqui, chocolate, gato, chão
que é pra ver
tudo em seu lugar
ou fora.

Friday, May 05, 2006

Espiral do Tempo

"...assim como era no princípio, agora e sempre..."

princípio e fim
versões do mesmo fato
em qual momento você me quer ver?
eu me vejo rodopiando
do fim ao princípio
da beira ao precipício
do precípuo fim ao início
espiral do tempo
rainha do momento
esquisitices

em qual momento você me quer ter?
eu tenho a mim como sendo pássaro
ferido, asas imberbes, sem País nem mãe
e me levo ao relevo do esteio
que sustenta o meu enigma
inconsciente
inconsistente
inconseqüente?

faço um mimo para mim mesmo
tomo cuidado EXTREMO contra o deboche
não quero tapas, só quero toques


sou do princípio que sem um carinho
a humanidade não se faz
e a vida se esvai
entre olhares distantes

Do toque, o abraço, um beijo,
eu me encontro lancinante
salto solto, face e verso
em líricas e solidão
em focos sem luzes
azul, amarelo, vermelho
verde, por que não?
assim, vou viajando do fim ao início e me encontro ali, rompendo muros...
na espiral do tempo!

Wednesday, April 26, 2006

Lá_nos_primórdios

lá_nos_primórdios
eu era criança
e vivia a pensar
se não existisse isso tudo,
o que existiria?
O nada era impensável...
O que existiria se não fosse o universo? Um branco, um preto, não teria nem ar, seria espaço e daria pra navegar?
Ou seria sólido e imóvel?
E me via a mim mesmo, mesmo que por um instante, completamente refém de uma força maior, porque incompreensível.
Um dia desses, já menos criança, ouço as Cobaias de Deus e mais uma vez, Rorrô ou Cazuza, vozes do meu passado recente, me revelam que a dúvida nunca me deixaria. Até o fim...
E de dúvida em dúvida eu vou vivendo. Cobaia que sou de mim mesmo. Que me entendo como eu e o universo, uno, sacro/santo, profano, finito, divisível, indizível e infinito. Eis me aqui. Essa loucura. Como que quero sair de mim e explodir em cada próxima parada. Quem me conhece que me conte se é mentira ou verdade. Quem não me conhece, cuidado!
Faço tanto mau que me reconheço humano e animal. Apenas, não tenho as asas que gostaria. Dizem que Deus dá asas às cobras...

E quando quer nos castigar,
realiza nossos desejos... [frase sábia do grande Oscar Wilde]

Monday, March 13, 2006

Espelhos

Vou mentir agora. Tá preparado?
Um dia, olhei para mim no espelho
e encontrei um cara doidim
mas que põe tudo nas gavetinhas
Pra encontrar depois e não se perder
Mas.
Faz coisas que o cara e o espelho duvidam
Às vezes, age como uma criança de andador
Não vê o perigo, o obstáculo, e tropeça.
Difícil se levantar, mas possível. Contanto que alguém ajude.
Ainda bem...
E se o machucado é profundo? Irreversível? Já foi... Olha pra frente. Não sem sofrer.
Mas, a vida é assim.
Nem sempre é criança. O cara do espelho se surpreende.
É capaz de ser sério sim, afinal, são vários papéis, ainda que no ensaio o personagem não esteja pronto.
Vai apurando, apurando, até atingir o ponto. Ou não.
O cara do espelho às vezes olha pra mim e pensa como é possível que eu seja eu. E não se reconhece em mim. Dubiedade.
Mesmo que seja eu, prefiro os múltiplos caminhos a crer que a estrada seja uma só.
Me conecto a ele. O outro.
E quero entender algo nessa história.
Tudo mentira.
É tudo verdade!
Eu.

Tento, invento, insisto

Revelador esse seu "gosto disso, não gosto daquilo". Acho que agora sei no que "pegou", ou melhor, no que "não pegou". [Eu não me abro, me escancaro!] Não pegou!
[Sou leonino, o oposto complementar.] Pegou? [Apesar de negar, sou romântico, tenho ciúmes. Exagero?] Pegou ou não...
Essa eu não posso deixar de transcrever: "Não gosto de quem não entende o meu silêncio, a minha distância. Não gosto de quem desiste de mim." [Teria eu essa incapacidade? Teria eu desistido?] Não sei... Signos abertos, várias interpretações... [Adoro pêlos! Como não poderia gostar?] Positivo? [Baladeiros de plantão] Desde que, eu não voltei mais lá... Adoro música, but... Adoro a língua portuguesa, but... Cansei dos colchetes. Adoro gatos... E outras espécies de animais mais paradoxais. Ironia?
Adoro pegar em público. Dominar, não sei... Pegou? Não pegou?
Gostos musicais, hum! Amo variar sempre. Gosto de muita coisa, de descobrir coisas novas... Pegou? Ihhhh!
Continua...

Não me choco com as poucas coisas que já fez, pode ter certeza, eu tenho feito pior...
Ponto? Ou multa?
Mais velho eu sou, but, não mais largo, nem maior, nem tenho algo tão grande quanto pudesses tu escalar e revirar montanhas até atingir o supremo pico. Errei?
Cheiroso, cremoso, adoro lá e cá, pares de opostos, significante e significados.
Mas.
Tudo o que gosta e o que não gosta tem um pouco do que eu não gosto e gosto. Paradoxos em seu discurso não excluem os meus. Eis me aqui. Insistindo. Errando. Sendo...
Continuo depois. Não consigo parar de escrever...

Apesar de...

Thursday, February 23, 2006

Uma reação de F.



Já que resolvi expor meu momento aqui, prossigo:

Eis que o e-mail "girassol" surtiu algum efeito. Recebi uma resposta. Ufa! Ainda que não a que eu gostaria mas, pelo menos, mais direta, menos vaga. Segue...

"O seu blá-blá-blá não é tedioso.

Eu gostei muito de ter ficado com você também e peço desculpas pela minha ausência. Não é que eu não esteja a fim de algo mais profundo, mas acho que esse algo acontece simplesmente e ainda não aconteceu. Não quero iludir você, pois entendo cada coisa que esteja sentindo e não gosto nenhum pouco de ser o causador dessas coisas e não quem as sofre.
Gosto da sua companhia, do seu toque, gosto de você e quero ainda te ver, mas sem pretensões por enquanto. Acho que é muito pouco o que posso te oferecer agora, mas se quiser, podemos ainda nos ver.
Vi sua ligação no meu celular, mas ele tá uma merda, travando direto e não consegui acessar o número para te ligar.

Um grande beijo,
F."

Monday, February 20, 2006

Nem oceanos, nem luares

Vou registrar aqui, agora, o e-mail que eu enviei desistindo mais uma vez. Não dá pra ficar muito tempo nesse enrola, enrola... Não consigo lidar com respostas evasivas. Pra mim, é ou não é. Dou um tempo, espero um tantinho. Mas, não muito.
Eis aqui, o e-mail "catavento", um pouco editado para não revelar tudo:

Oi, tudo bem? Depois de algum tempo esperando por uma resposta sua com relação às minhas "cobranças", venho informar que desisto. É angustiante ficar pensando em ti e só receber respostas vagas e nem um contato para manter viva a nossa "historinha".
De tudo, suponho que você não esteja afim de algo um pouco mais profundo. Desculpa estar falando isso, mas é que realmente eu achei que pudesse ter uma história diferente contigo, pelo modo como nos conhecemos etc. etc. etc. Descosidere esse meu blá-blá-blá tedioso.
O fato é que acho você uma delícia, inteligente e safado /.../ (queria pra mim, hehehe!). E preciso dizer que adorei ter "ficado" contigo, ainda que poucas vezes. Eu sonhei demais, a realidade foi mais dura. Mas, fazer o quê, né? Não é a primeira, nem a última, infelizmente.
Um beijo enorme, carinhoso e saudoso. Espero que possamos nos encontrar ainda, se assim tiver que ser.
Até...
Dré :-(